segunda-feira, 22 de outubro de 2007

A Igreja Católica eliminou o purgatório das crianças

Vejam as notícias abaixo:
Outubro/2006:“Há quase um ano a Comissão Teológica Internacional da Igreja vem trabalhando num documento que pretende abolir formalmente o limbo, o lugar para onde, segundo a tradição católica, vão as crianças que morrem sem ter sido batizadas”. Bem entendido, batizadas na “igreja-mãe”.
Abril/2007: “A Igreja Católica eliminou o limbo, onde a tradição católica colocava as crianças que morriam sem receber o batismo, considerando que aquele refletia "uma visão excessivamente restritiva da salvação".
A igreja, que diz possuir o monopólio da verdade, eliminou o que nunca existiu. O limbo é uma invenção católica. Ela própria criou esse lugar monstruoso onde seriam jogadas as criancinhas que morrem antes do batismo. Foram necessários centenas de anos para que os teólogos verificassem o erro monumental que cometeram. Quantas missas foram rezadas para que esses menores saíssem do inferno “limbótico”? Não seria o caso de referida igreja fazer mea-culpa e pedir perdão a milhões de famílias? Ao mundo, a Deus?
Certamente, os defensores da Tradição nunca leram a recomendação de Jesus: “Deixai os meninos, e não os estorveis de vir a mim; porque dos tais é o reino dos céus” (Mt 19.14). A igreja católica seguiu na contramão dessa recomendação.
Erraram ao ensinar a existência do limbo e erraram na sua eliminação. Repito, não se pode eliminar algo que não existe. O certo seria a referida igreja reconhecer o erro e, com humildade, dizê-lo ao mundo. E quando será eliminado o purgatório dos adultos? Esta pergunta não sou eu quem faz; é o mundo católico. Quantos séculos e quantas missas rezadas em vão serão necessários para que o Vaticano reconheça esse outro monumental engano teológico? Entende-se que a eliminação do purgatório dos adultos representaria uma sangria de bilhões de dólares/ano aos cofres diocesanos, em razão de milhões de missas/ano desnecessárias. Mas o pecado tem o seu preço. Razões bíblicas para a eliminação do purgatório há. Ao ladrão que se arrependeu, Jesus garantiu: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23.43).
Jesus se esquecera de que o ladrão convertido teria que passar uma boa temporada ardendo nas chamas do purgatório? A parábola do rico e Lázaro, onde Jesus nos ensina uma realidade espiritual, talvez seja mais convincente. Ali, Jesus diz que Lázaro morreu e “foi levado pelos anjos para o seio de Abraão” (Lc 16.22). Cadê o purgatório? De Gênesis a Apocalipse não se encontra qualquer menção a esse inferninho particular da Igreja Católica. A ida para o céu ou para o inferno já está definida no momento da morte. Mais uma vez me reporto às palavras de Jesus em o “rico e Lázaro”, em que este foi direto para o céu, e aquele, para um lugar de tormentos. São situações irreversíveis (Lc 16.19-31). Jesus resume assim:
“Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado” (Jo 3.18). Ou seja, depois da morte nem reza nem vela de sete dias pode mudar a situação dos que não aceitaram o Evangelho da salvação. Pr. Airton Evangelista da Costa